Paulo Rk

Paulo Rk
Contemplação da mente

domingo, 20 de agosto de 2017

O poder da oração/meditação em nossas vidas!

Eu não sei quanto às pessoas, mas vou falar por mim mesmo, eu oro para encontrar a paz e a sabedoria que necessito para sobreviver com qualidade de vida dentro de um mundo cada vez mais caótico, onde as pessoas se agridem mutuamente e vivem desesperadas com o argumento de que “precisam sobreviver a qualquer custo”.
Porque infelizmente o argumento ou a expressão, ‘sobreviver a qualquer custo’ tomou proporções supérfluas, então hoje em dia o contexto da sobrevivência tomou um rumo inverossímil do que ela verdadeiramente representou para a humanidade desde os primórdios.
Hoje em dia “sobreviver a qualquer custo” é ter qualquer coisa da moda ou qualquer aparato indicativo de status, não sendo exagero quando menciono tal condição, porque muitos fazem loucura para ter um celular do momento, carro, jóia ou vestes com as quais pessoas são capazes de matar para obtenção de tais ‘objetos do desejo’.
Acredito na luta humana, acredito que temos que ter a noção do valor intrínseco das nossas próprias vidas e não desprezar o ‘sopro de vida’ que ainda nos resta, seja ela qual for, pois cada um tem o seu tempo e ‘datas de validades’, afinal de contas estamos vivos e não podemos desperdiçar o que não retroage, como o próprio tempo.
Antes quando mais novo e quando ainda era mundano, não sendo praticante da filosofia budista, era muito materialista e sofria por acreditar que a minha pobreza financeira era motivo de vergonha, me fazendo me sentir mal perante as pessoas através dos complexos de inferioridades que eu sentia por não ter o que os meus amigos tinham.
E tal condição, causava uma revolta, um rebuliço em minha mente, me tornando numa pessoa pior, cheio de complexos, mas o tempo foi passando, eu cresci, amadureci e “graças a deus” conheci o budismo.
Onde aprendi o valor intrínseco da minha própria vida, aprendi que por questões ou motivos do meu carma pessoal e pelo fato de não ser rico, não era motivo para eu ser infeliz porque não é demérito ser financeiramente pobre, aprendi na filosofia budista que só a pobreza espiritual é desprezível.
Hoje tudo que mencionei parágrafos acima é claro e puro como o gelo dentro da água, não sendo para quem “vive” somente do mundo mundano, pessoas que vivem do mundano são atribulados e suas mentes bagunçadas, por esta razão não conseguem enxergar o verdadeiro valor e sentido da vida.
Tais pessoas são demasiadamente infelizes porque acreditam que para serem felizes elas precisam ter, em detrimento do ser, então elas nunca irão trabalhar com os seus lados espirituais, reparem que as pessoas vão aos salões de belezas, as academias, para ficarem superficialmente bonitas e ostentarem quaisquer belezas externas, desprezando e ignorando completamente as suas ‘belezas internas’ como no caso a verdadeira beleza que levaremos muito além do nosso tumulo.
O mundo contemporâneo é 99,9% materialista, e o conceito do ‘ter para ser alguém em detrimento do ser para ter’ tornou o mundo no que ela é hoje, no próprio inferno astral, as pessoas sofrem por não terem, ignorando as necessidades humanas de equilibrar os dois mundos materiais e espirituais.
O mundo mundano, cega a nossa verdadeira essência e visão da nossa realidade que é a espiritual, infelizmente homens cruéis fizeram das‘religiões’, algo maligno e cruel para toda a humanidade então não culpo se algumas pessoas que freqüentam igrejas saem da suposta casa de deus piores do que estavam antes de freqüentarem igrejas.
No entanto sou muito grato a vida, aos meus antepassados que me direcionaram a encontrar esta maravilhosa filosofia de vida, e se hoje consigo enxergar a minha vida de um ângulo privilegiado e a conhecer melhor as pessoas que me cercam, é porque aprendi o valor de uma oração/meditação nos benefícios que ela traz em minha própria vida!

Paulo RK

Você que adora julgar as outras pessoas, veja o que te acontece quando envelhecer!

Sabe o que eu ando notando nas pessoas e não é de hoje, tem gente que não vive a sua própria vida e fica reparando na vida alheia, mas pior do que não viver a sua própria vida é ficar apontando seus dedos, ‘detalhe’ quando tais pessoas apontam apenas um dedo para quem quer que seja a sua própria mão aponta vários dedos para si mesmos, demonstrando o quanto é desprezível e errado apontar o dedo para as pessoas.
Indicando que ela ou ele próprio não está em condições para apontar erros das outras pessoas, alias ninguém em sua sã consciência neste mundo pode apontar erros alheios, afinal de contas somos todos humanos passiveis de erros, pois dizem que a vida é uma escola e todos sem exceção viemos ao mundo para aprender, aprimorar as nossas condições esquálidas.
Todos os julgamentos são baseados em pré-conceitos, então pensamentos e idéias equivocadas são todas opiniões de pessoas que não vivem suas próprias vidas e não poderiam opinar de forma justa ou correta, ‘um momento’, não se esqueça que opiniões e pontos de vista não são julgamentos, mas uma forma positiva de expressarmos nossas opiniões sobre algum comportamento alheio humano tendo o lado bom ou positivo de agregar valores.
 Ao contrário do ‘julgamento’ baseado no desprezível ‘achismo’ daqueles que não vivem suas próprias vidas e “vivem” frustradas com elas mesmas, necessitando fazer julgamentos injustos, motivados pela própria inveja daqueles que tem coragem de buscar suas próprias felicidades.
Costumo dizer por aqui e na minha vida real que ‘pessoas me inspiram’ e tudo que sou hoje é mérito das pessoas incríveis que conheci neste mundo, mas não foi julgando ou desprezando o desconhecido, muito pelo contrário, sempre fui curioso e sempre tive a humildade de querer aprender com o desconhecido, e tudo que é novo me atiça a curiosidade, a minha intenção é “envelhecer” sábio, e quando o meu corpo não mais tiver forças para trabalhar e lutar como na juventude, quero sobreviver através da sabedoria, através do meu intelecto!
E se eu viver julgando e desprezando as pessoas do meu entorno e convívio atual, quando envelhecer não terei aprendido nada e não me restará nada mais do que sucumbir a minha própria ignorância quando não mais puder contar com o meu próprio corpo e esforços, aceitando o declínio do meu próprio corpo, terei que aceitar o fato das pessoas desprezarem pessoas idosas ignorantes e burras, isso que acontece quando somos jovens e julgamos as pessoas, ignorando o fato que todos viemos ao mundo para aprender uns com os outros pois ninguém está acima de ninguém para ficar julgando!

 Paulo RK