Paulo Rk

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Contemplação da mente

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Das crianças sexualmente abusadas que se tornam homossexuais quando adultas! (não podemos criticar sem antes conhecer)

Já comentei sobre o meu “dom” por aqui, na verdade não sei se este é uma benção ou uma maldição, ‘sobre as pessoas confidenciarem para mim seus segredos de alcova e me permitir o constrangimento daquele que não sabe onde enfiar a cara, com o que às vezes e pessoalmente preferiria não querer saber.
No começo até achava ruim, hoje não mais, porque afinal de contas, percebo que as pessoas estão se isolando uma das outras, então este meu “dom” não tem me perturbado ou tem sido uma constante. (graças a deus)
No entanto basta eu dar um pouco mais de atenção, para quem quer que seja, e logo a pessoa ‘percebe’ em mim esta maravilhosa capacidade de um bom ouvinte.
E para quem não sabe as pessoas estão cada vez mais carentes de bons ouvintes, são raras as pessoas que ouvem seus lamentos sem quaisquer tipos ou formas de interesses, portanto desconfie daqueles que prestam muito atenção em tudo que você fala, principalmente das pessoas de sorriso fácil e dos “cem por centos agradáveis”, ninguém pode ser perfeito com as nossas questões pessoais, alias pessoas perfeitas só existem em filmes de Hollywood, estou falando de pessoas estranhas, é claro que namoradas, familiares e até os nossos pais são verdadeiros em sentimentos com a gente.
Pode não ser nada, mas pessoas más intencionadas perceberam nessas carências alheias, uma principal fonte de ganho extra, estou falando dos golpistas dos tipos estelionatários, que adoram aplicar golpes em pessoas carentes como homens desavisados, mulheres traídas, solteiras más amadas e pessoas idosas.
Essas características citados parágrafos acima são as maiores vitimas desses larápios (ladrões) e usurpadores (aquele que usurpa) da inocência alheia.
Nos tempos de vacas magras em que vivemos, todo o cuidado é necessário para protegermos os nossos patrimônios e principalmente o nosso dinheiro, mas principalmente proteger a nossa sanidade mental, porque tais usurpadores não nos poupam de nos fazer sentir mal por termos sido enganados pelas nossas próprias fraquezas da condição de sermos carentes, tendo a inevitável sensação de impotência, e principalmente por não podermos contar com a pífia lei brasileira que não presta para acudir o cidadão do bem, apenas para proteger bandidos.
E voltando ao assunto de que não podemos julgar ou criticar as pessoas por serem diferentes, recentemente conheci uma pessoa, e ele me confidenciou que sofre muito por ser homossexual.
Comovido com o seu desabafo, logo comecei a falar que não deveria sentir vergonha por ser quem ele é, ele me interrompeu dizendo que foi abusado por um tio quando tinha cinco anos de idade, ainda muito pequeno para este tipo de violência ou por qualquer outra violência, acredito que as crianças deveriam ser poupadas de muitas das atrocidades do mundo adulto, mas infelizmente não é tão fácil assim.
Fiquei embargado porque refleti como pode ser cruel a vida de uma pessoa neste mundo, que desde muito pequeno e abusado sexualmente do tio que alias é membro da sua própria família, e como não bastasse ser submetido a outro tipo de violência social depois de adulto como o próprio desprezo das pessoas pela não aceitação do que ele se tornou, por talvez, ter sido sexualmente abusado na infância.
Digno e comovente de sua parte quando me confidenciou que não se julgava vitima ou em algum momento depois de adulto teve raiva do seu tio, mas ele só queria o respeito das pessoas, gostaria que as pessoas do seu convívio o tratassem como se fosse uma pessoa normal, não como um monstro, do monstro que abusou dele quando ele ainda era um garotinho
Paulo RK

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sábado, 17 de junho de 2017

Como tentar explicar a morte, se não conseguimos se quer lidar com as nossas próprias vidas?

Todo mundo teme a morte, cedo ou tarde, todos nós morreremos um dia, alias a morte é um fenômeno comum a todos os seres vivos, desde bactérias, vírus, répteis, aves e até os animais de tetas como nós, ‘mamíferos’, quando chegar à nossa hora de partida, partiremos deste mundo sem aviso prévio.
Certa vez quando o pai de um amigo faleceu, o meu amigo ficou muito inconformado e o “legal” é que quando o pai dele estava vivo, ele nunca fez esforços para agradar aquele que ele afirma, depois de morto ‘amava’ muito.
Pode ter até amado, mas ficará difícil dele convencer as pessoas que em vida testemunharam as brigas dele com o pai, muitas delas eu tive a “oportunidade” desagradável de estar presente, não quero julgar ninguém, afinal de contas eu também não ‘sou flor que se cheire’, só que acredito que nunca farei este papel ridículo de “Maria arrependida” depois que alguém que eu não goste morra, porque quando não gosto de uma pessoa não gosto de verdade e nem na morte do desafeto vai me fazer chorar, porque da hipocrisia o mundo está cheio e não serei eu a “colaborar” com um mundo com este sentimento tão desprezível que eu abomino!
Sinceras ou falsas as lágrimas deste meu amigo, só queria com esta reflexão expressar o lado cômico de todo ser humano, muitos deixam de viver suas vidas, fazendo dramas desnecessários, quando poderiam viver de boa com as pessoas do seu entorno, afinal de contas o que é a morte se não um lembrete da condição efêmera da vida?
Parece que hoje em dia, ninguém faz questão de estarem bem com quem de fato fazem parte de suas vidas, daí a pessoa morre, e bate aquele “arrependimento” que não volta atrás e se quer alguém acreditará que estamos arrependidos pelos nossos próprios comportamentos de hostilidade com os outros quando a própria pessoa estava viva.
Um coração arrependido vale diamante, diz a sabedoria popular, mas não trás a pessoa amada de volta a vida, então é bom refletirmos enquanto “tivermos” as pessoas ao nosso lado, procurando sempre conviver em harmonia dentro das próprias razões da racionalidade que a nossa espécie nos permite.
Faz um tempinho que seu pai morreu, e hoje passado o “arrependimento” ele age com a sua mãe do mesmo jeito que agia com o seu falecido pai, ele faz da hostilidade o seu escudo para talvez esconder o seu maior medo, que eu acredito ser a sua maior fraqueza, como o medo de retribuir o bem que as pessoas desejam a ele, porque é nítido a sua hostilidade com as gentilezas alheia. (vai entender)
Parece estranho tal raciocínio, mas ele continua sendo hostil e grosso com a sua única mãe viva, depois do evento da morte que aconteceu com o seu pai, então eu faço uma pergunta; será mesmo que somos tão tolos a ponto de não conseguirmos enxergar que a morte é apenas um aviso que devemos viver bem com todos em vida (?) e que depois do fenômeno da morte não adiantará chorarmos rios de lágrimas, afinal de contas lágrimas não trarão as pessoas que amamos de volta!
Paulo RK

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